Salário mínimo no valor de R$1.302 será mantido até maio (entenda!)

O Governo Federal deve manter o salário mínimo de R$1.302 em todo o país até o mês de maio. Integrantes da equipe do presidente Lula (PT), afirmam que após o período, o piso salarial dos trabalhadores brasileiros deverá sofrer um outro reajuste, passando para cerca de R$1.320.

Durante a transição entre governos, a equipe do presidente já falava nestes valores para o salário mínimo. Esperava-se, dessa maneira, que os trabalhadores tivessem um ganho real acima da inflação, já em janeiro de 2023. Vale ressaltar que o piso salarial nacional em 2022 foi de R$1.212.

Uma das causas para que o reajuste não fosse feito logo no início do ano, é o fato de que houve um crescimento exponencial no números de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no fim do ano passado. Dessa maneira, a Previdência Social acabou tendo gastos acima do que previa anteriormente.

O governo e a oposição vem debatendo o assunto. Ademais, é possível que o salário mínimo de R$1.302 continue durante todo o ano. Mesmo assim, o piso salarial neste valor já representa um ganho real. O reajuste foi de 7,41% em relação ao ano passado, enquanto que a inflação no período foi de 5,79%.

Reajuste do salário mínimo

O fato é que o presidente Lula vem conversando sobre o assunto e aponta uma certa dificuldade para que o reajuste ficasse no valor proposto durante a sua campanha presidencial. O aumento do número de aposentados a partir do fim do ano passado tem sido bastante discutido, visto que é um empecilho.

Vale ressaltar que no fim de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou um texto à equipe de transição com um cálculo relacionado às despesas da Previdência Social. Nele se observa que por conta do aumento de beneficiários do INSS, o reajuste do salário mínimo traria um impacto de R$7,7 bilhões nas contas públicas.

O montante de dinheiro não estava presente no cálculo do Orçamento para 2023. Para que o piso salarial fosse ajustado da maneira como Lula deseja, seria necessário bloquear ou cortar outras despesas governamentais, mesmo com o projeto do governo relativo ao teto de gastos.

Todavia, não há grandes dificuldades para o reajuste do o salário mínimo ainda no mês de maio deste ano. Luiz Marinho (PT), ministro do Trabalho, espera conversar com líderes de diversas centrais sindicais de todo o país, semana que vem, para tratar do assunto em questão.

Política de reajuste

O governo espera debater sobre as questões envolvendo os reajustes anuais do salário mínimo, em busca de que haja sempre um ganho real para o trabalhador brasileiro, considerando a variação da inflação durante o ano e a mudança do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O piso salarial nacional é uma referência para mais de 56 milhões de trabalhadores em todo o Brasil. Deste total, 24 milhões recebem benefícios do INSS. Através da PEC de Transição, o governo pôde aumentar seus gastos em cerca de R$168 bilhões em 2023. R$6,8 bilhões eram para o reajuste do salário mínimo. 

Desse modo, o montante de R$7,7 bilhões a mais, por conta do aumento do número de aposentados, não estava nesta conta. Deve-se observar que o atual governo, expressou sua desaprovação com algumas políticas de Bolsonaro, entre elas, o “represamento” do número de aposentadorias ano passado.

Conclusão

Durante 2022, o governo deixou a concessão de uma série de benefícios para a população brasileira para o final do ano. Isso comprometeu as contas públicas de 2023. No entanto, o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) apresentou um pacote de medidas, incluindo alguns cortes de gastos.

Espera-se que haja uma economia de R$50 bilhões, que poderia possibilitar o reajuste do salário mínimo para R$1.320. Serão revistos contratos e programas, além de cortes de gastos previstos na lei Orçamentária. O governo vem revendo os cálculos em busca de uma saída que permita o aumento do piso salarial.  

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